quarta-feira, 25 de março de 2009

Carlos Drummond de Andrade


Nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma Poesia (1930) e Brejo das Almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do Mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A Rosa do Povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.

Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.



sábado, 21 de março de 2009

Conjuntos Numéricos

Como o próprio nome indica, conjunto dá idéia de coleção. Assim, toda coleção de objetos, pessoas, animais ou coisas constitui um conjunto.


Os objetos que formam um conjunto são denominandos elementos.

Os elementos de um conjuntos são indicados por letras minúsculas a, b, c, ... e os conjuntos por letras maiúsculas A, B, C, ...

Alguns termos e definições são importantes para o nosso estudo dos conjuntos:

. Pertinência









Observação:

Os símbolos são utilizados para relacionar elemento com conjunto.



. Igualdade de conjuntos






. Conjunto vazio






.Conjunto universo






. Subconjuntos










Observações:


1ª) Escrevemos (A não está contido em B) ou (B não contém A), se A não for subcnjunto de B.
2ª) Os símbolos
são utilizados para relacionar conjunto com conjunto.


sábado, 14 de março de 2009

A Conjunção

Duas ou mais palavras empregadas com valor de conjunção constituem uma locução conjuntiva: já que, visto que, se bem que, a fim de que. Veja:

Classificação das conjunções

Leia o folheto e o anúncio seguintes:



Observe a estrutura sintática destas orações do folheto:



Observe que nessa frase o anunciante pede ao leitor duas coisas: Assine revistas com a qualidade Abril e só pague depois. Essas duas orações têm valor equivalente e são independentes uma da outra, isto é, cada uma indica uma atitude que o anunciante gostaria que seu leitor tomasse. A conjunção que relaciona orações independentes recebe o nome de conjunção coordenativa.


Note que a 2ª oração está ligada ao verbo imaginar, da 1ª oração, informando aquilo que a Credicard nunca imaginou.

As duas orações, portanto, mantêm entre si uma relação de dependência, uma vez que uma completa a outra. A conjunção que relaciona orações de modo que uma seja dependente da outra é chamada de conjunção subordinativa.

Assim:

As conjunções coordenativas ligam palavras ou orações de mesmo valor ou função.
As conjunções subordinativas inserem uma oração na outra, estabelecendo entre elas relação de dependência.

Barroco: a arte da indisciplina

O Barroco - a arte do século XVII - registra um momento de crise espiritual na cultura ocidental. O homem desse período dividi-se entre duas mentalidades, entre duas formas de ver o mundo: de um lado o paganismo e o sensualismo do Renascimento, em declínio; de outro a forte onda de religiosidade que faz lembrar o teocentrismo medieval.

Ano de 1517: a Reforma divide a Igreja entre católicos e protestantes; 1540: é fundada a Companhia de Jesus, ordem religiosa que envia missionários a vários continentes; 1563: a Igreja dá início ao movimento da Contra-Reforma, tentando impedir a expansão protestante.
Como se nota por esses eventos de século XVI, o Renascimento europeu desenvolve-se em meio a crises religiosas e movimentos de restauração da fé cristã. A presença religiosa na vida cotidiana e na vida cultural européia, contudo, é sentida de modo mais contundente na passagem do século para o século XVII, momento em que surge o Barroco.
Assim, a arte barroca, que vigora durante todo o século XVII e chega às primeiras décadas do século XVIII, registra o espírito contraditório de uma época que se divide entre as influências do Renascimento - o materialismo, o paganismo e o sensualismo - e da onda de religiosidade trazida sobretudo pela Contra-Reforma.
Como resultado dessas influências, a arte barroca é a expressão das contradições e do conflito espiritual do homem da época. Certos princípios artísticos do Renascimento, como equilíbrio, harmonia e racionalismo, foram então abandonados, o que levou o Barroco a ser visto, durante longo tempo, como uma arte indisciplinada.





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Pré-História (Paleontropologia e Pré-História)

PALEONTROPOLOGIA E PRÉ-HISTÓRIA

O que sabemos sobre a pré-história devemos aos fósseis e objetos encontrados nas escavações paleontropologia, que ocorreram principalmente a partir do final do século XIX, estendendo-se por todo o século XX e freqüentemente apresentando novas descobertas.

Mas por que essa pesquisas não teriam começado antes? Porque foi necessário que os pesquisadores estivessem convencidos de que os seres humanos tiveram ancestrais biológicos, e isso só foi possível depois da assimilação do grande abalo no conhecimento científico causado pela publicação do livro de Charles Darwin, chamado A evolução das espécies, em 1859.

Contudo, longe de qualquer neutralidade da ciência, a ordenação darwinista dos seres vivos dentro de uma escala evolutiva que ia do mais simples ao mais complexo serviu, para muitos, de referencial para a concepção da história em etapas, eurocêntrica. Além disso, a idéia de progresso, de evolução - que levaria à passagem do estágio de selvageria para o de civilização - era reforçada e "glorificada" pelo processo industrial que ocorria na Europa nessa época, sob a liderança de algumas potências européias.

Os conhecimentos que temos da pré-história são derivados, portanto, de fragmentos obtidos em escavações, que originam estudos e teorias confirmados ou negados por discussões e descobertas posteriores. Como todo conhecimento científico, o que sabemos é válido enquanto não for refutado por novas descobertas, estudos ou teorias.


A Pré-História (Inferior x Superior?)

INFERIOR X SUPERIOR?

Considera-se que não é possível comparar duas culturas diferentes para tentar estabelecer a superioridade de uma em relação à outra, pois nosso julgamento estaria limitado pelos nossos valores. Assim, os homens brancos podem achar que os indígenas são inferiores porque não dominam as tecnologias das armas de fogo, dos veículos, da eletricidade, etc., mas os indígenas também podem considerar os brancos inferiores porque vivem atormentados pelo desejo de lucro e de acúmulo de riquezas, por exemplo, e não podem descansar ou viver tranqüilamente. Tudo depende do ponto de vista...

Assim, nosso grande cuidado ao estudar a pré-história dever ser manter a capacidade de perceber as coisas de um ponto de vista não-evolutivo, no sentido visto no item anterior, e aberto à compreensão sem preconceitos da diferença que nos separa do homem "pré-histórico".

Características dos Seres Vivos 2

OS SERES VIVOS SE MOVIMENTAM E RESPONDEM A ESTÍMULOS

Luz, temperatura, pressão, aromas e sabores são alguns dos estímulos que os animais percebem através dos órgãos dos sentidos, e aos quais repondem das maneiras o mais variadas possível.

Os vegetais também respondem aos estímulos do ambiente, embora de um jeito menos evidente. O caule das plantas cresce em direção à luz. Já suas raízes se enterram no solo em busca de água. Plantas carnívoras, quando estimuladas pelo inseto que nelas pousa, fecham suas folhas, aprisionando-o.


OS SERES VIVOS SE REPRODUZEM

O DNA é a marca da espécie

Os organismos vivos sabem fabricar, com muita competência, "miniaturas" de si próprios: é através da reprodução que as espécies animais e vegetais mantêm-se ao longo das gerações, conservando suas características fundamentais.

De que jeito as "informações próprias de cada espécie" são conservadas, de geração? Isso tem a ver com o material genético presente no núcleo das células, a cromatina, que é constutuída, principalmente, por uma substância chamada DNA, ou ácido desoxirribonucléico. O DNA existe em praticamente todos os seres vivos, e contém a programação genética da espécie, ou seja, todas as informações relativas às característica da espécie dauqele tipo de ser vivo. Uma importante propriedade do DNA: antes de uma reprodução celular, ele é capaz de duplicar-se. Em seguida, porções idênticas de DNA são distribuídas para as duas células-filhas resultantes, que terão, assim, as mesmas capacidades.

Fica fácil de entender agora o mecanismo que mantém as características da espécie. Cada espécie tem DNA de um certo tipo, que contém as informações daquela espécie. O DNA de cães é diferente do DNA de um pássaro. Quando os cães se reproduzem, transmitem a seus filhos DNA da espécie "cão", e isso assegura que o descendente se desenvolva como um novo cãozinho.

Os dois tipos de reprodução

A reprodução pode ser sexuada ou assexuada. Na reprodução sexuada, são fabricadas células especiais, chamadas gametas, que são, nos animais, os espermatozóides e os óvulos. A união de óvulo e espermatozóide, chamada fecundação, resulta numa célula-ovo, que passa pelas várias fases do desenvolvimento.
Na reprodução assexuada, como a que existe em muitos unicelulares, não há reprodução de gametas. A foto abaixo mostra um unicelular, o paramécio, reproduzindo-se assexuadamente: a única célula do paramécio divide-se em duas, formando dois paramécios idênticos.


Fonologia 1 (Sons e Letras)

Sons e Letras

O Que é Fonologia?

Fonologia é a parte da gramática que estuda os sons da língua quanto à sua função no sistema de comunicação lingüística, quanto à sua organização. Também cuida dos aspectos relacionados à divisão silábica, à ortografia e à acentuação das palavras, bem como indica a forma adequada de pronunciar certas palavras, de acordo com o padrão culto da língua.

Conceituando:

A unidade básica da comunicação é a palavra. A palavra pode ser dividida em unidades menores, como as sílabas e os sons.
Ao pronunciarmos a palavra você, por exemplo, notamos que produzimos quatro sons: “vê”, “o”, “cê”, “e”. As unidades sonoras que constituem uma palavra, ao serem pronunciadas, são chamadas de fonemas. Tradicionalmente, os fonemas são simbolizados entre barras inclinadas. Desse modo, a palavra você, quando falada, apresenta os seguintes fonemas: /v/, /o/, /s/, /e/.

Assim:
Fonema é a menor unidade sonora de uma palavra.


Leia agora esta tira, observando os grupos de palavras mar e bar, marulho e barulho.


Você deve ter observado que as palavras mar e bar são constituídas de três fonemas e que marulho e barulho são constituídas de seis fonemas. Entretanto, há uma diferença de significado entre elas, determinada pela oposição dos fonemas iniciais /m/ e /b/.
Assim, podemos concluir que o fonema exerce duas funções:
1. sozinho ou ao lado de outros fonemas, constitui palavras;
2.distingue uma palavra da outra.

Observe no balão do último quadrinho dessa tira, que o cartunista extrai humor ao representar, na escrita, os fonemas ditos de forma embolada por uma pessoa embriagada.

Quando queremos representar na escrita os sons da fala, utilizamos as letras. Observe a correspondência entre fonemas e letras nestas palavras:

/komesu/ - começo
/esitãti/ - excitante

Portanto:
Letra é a representação gráfica dos fonemas da fala.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Funções da Linguagem 1

Leia esta tira de Quino:



Entre Mafalda e sua mãe, verifica-se um ato de comunicação. Todo ato de comunicação envolve sempre seis componentes essenciais. Veja quais são eles, a partir do 2º quadrinho da tira acima:

  1. o locutor (ou emissor): Mafalda - é aquele que diz algo a alguém.
  2. o interlocutor (ou receptor): a mãe de Mafalda - é aquele com quem o locutor se comunica.
  3. a mensagem: o texto ("Astuta!") - é tudo o que é transmitido do locutor ao interlocutor.
  4. o código: a língua portuguesa - é a convenção social que permite ao interlocutor compreender a mensagem.
  5. o canal (ou contato): a língua oral (som e ar) - é o meio físico que conduz a mensagem ao receptor.
  6. o referente (ou contexto): Mafalda imagina estar falando um palavrão - é o assunto da mensagem.

Todos esses elementos, indispensáveis à comunicação verbal, podem ser assim esquematizados:

A tira é um exemplo claro de interação verbal entre duas pessoas, pois se comunica com a outra, tentando modificar seu comportamento. Observe que Mafalda, ao pronunciar a palavra astuta, esperava uma reação negativa da mãe, pois, pelo som, imaginava que se tratasse de um palavrão. Como a mãe regiu com indiferença, a menina deduziu qua a palavra tinha um sentido comum.
Essa situação demonstra claramente que, quando utilizamos a linguagem, sempre o fazemos com determinada intenção. No 2º quadrinho da tira, por exemplo, Mafalda tinha a intenção de confirmar o sentido de uma palavra da língua. No caso, ela pôs em destaque o códigom isto é, a própria língua que utilizava para se comunicar.
Assim, os enunciados produzidos em situações de comunicação apresentam uma intencionalidade, que está relacionada à situação: quem é o que comunica, para quem e com que finalidade. Dependendo da intenção do locutor e da ênfase que ele dá aos componentes dos atos de comunicação, alinguagem pode assumir diferentes funções. Por isso, assim como são seis os componentes do ato de comunicação, são também seis as funções da linguagem.


Linguagem e Interação Social I - Comunicação e Linguagem

A literatura é um dos meios utilizados pelo ser humano para se comunicar e interagir com os outros. Por isso, antes de iniciar os estudos específicos de literatura, convém conhecer alguns conceitos essenciais relacionados à linguagem e à comunicação humana.

O cartum de Quino retrata uma situação de comunicação, pois nele as pessoas interagem pela linguagem, de modo que um modifica o comportamento do(s) outro(s). Vimos, nesse cartum, que a mensagem emitida pelo locutor foi plenamente captada pelos inter­locutores, embora essa mensagem não coincida com o pensamento verdadeiro do locu­tor. Assim:

Mensagem
é o que uma pessoa transmite a outra na forma de linguagem.
A comunicação ocorre quando, ao emitirmos uma mensagem, nos fazemos compreender por uma pessoa e modificamos seu comportamento.

Na comunicação entre as pessoas da tira, elas falam, se movimentam, gesticulam. Em outras palavras, utilizam linguagem.

Linguagem
é a representação do pensamento por meio de sinais que permitem a comunicação e a interação entre as pessoas.

O ser humano utiliza diferentes tipos de linguagem, como a da música, da dança, da mímica, da pintura, da fotografia, da escultura, etc. As várias linguagens podem ser organizadas em dois grupos: a linguagem verbal, modelo de todas as outras, e as lin­guagens não verbais. A linguagem verbal é aquela que tem por unidade a palavra; as linguagens não verbais têm outros tipos de unidade, como o gesto, o movimento, a ima­gem, etc. Há, ainda as linguagens mistas, como as histórias em quadrinhos, o cinema, o teatro e a tevê, que utilizam a imagem e a palavra.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Universo

O que é Universo?

Em noites sem lua, em locais pouco iluminados por casas, ruas e edifícios, podemos ver uma infinidade de pequenos pontos luminosos no céu: são as estrelas. Ao observar o céu, a olho nú, conseguimos ver uma parte mínima do que chamamos de Universo. Já na observação do céu feita com o auxílio de um telescópio, é possível perceber que o número de corpos celestes é muito maior e também pode-se ver detalhes das formas e da cor dos astros. A atmosfera da Terra, contudo, limita a atuação dos telescópios espaciais, como o telescópio Hubble, para as pesquisas astronômicas mais sofisticadas. Além destes instrumentos para o estudo do Universo, os cientistas contam com equipamentos de informática para cálculos, tratamento de dados e imagens recebidas dos telescópios, simulações, etc.

Esses recursos possibilitaram responder à questão - o que compõe o Universo?

O Universo é composto por aglomerados de galáxias, com nebulosas, estrelas, cometas, planetas e seus satélites e tudo o que neles existe - no caso do planeta Terra, por exemplo, plantas, animais, rochas, água, ar, etc.

Compare as duas fotos:

Observação do céu com ajuda de um telescópio.



Observação do céu a olho nú.





Adjetivo

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se "encaixa" diretamente ao lado de um substantivo.

Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos que além de expressar uma qualidade, ela pode ser "encaixada diretamente" ao lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa bondosa.

Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo, pois admite o artigo: a bondade.


Morfossintaxe do Adjetivo

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto adnominal ou como predicativo (dos sujeito ou do objeito).


Classificação do Adjetivo

Explicativo: exprime qualidade própria do ser.
Exemplo: neve fria.

Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser.
Exemplo: fruta madura.

Formação do Adjetivo

Quanto a formação o adjetivo pode ser:

Adjetivo Simples: Formado por um só radical. Ex.: brasileiro, escuro, magro, cômico.

Adjetivo Composto: Formado por mais de um radical. Ex.: luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário.

Adjetivo Primitivo: É aquele que dá origem a outros adjetivos. Ex.: belo, bom, feliz, puro.

Adjetivo Derivado: É aquele que deriva de outros substantivos ou verbos. Ex.: belíssimo, bondoso, magrelo.

Artigo

Artigo é a palavra que, vindo de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.

Classificação dos Artigos

Artigos Definidos:
Determinam os substantivos de maneira precisa:
o, a, os, as.
Ex: Eu matei o animal.

Artigos Indefinidos:
Determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas.
Ex: Eu matei um animal.

Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos definidos e indefinidos com preposições.

Preposições
a, as o, os, um, uns, uma, umas
a, ao, aos, à, às

de, do, dos, da, das, dum, duns, duma, dumas
em, no, nos, na, nas, num, nuns, numa, numas
por (per), pelo, pelos, pela, pelas



quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Pré-História (Paleoantropologia e Pré-História)

PALEONTROPOLOGIA E PRÉ-HISTÓRIA

O que sabemos sobre a pré-história devemos aos fósseis e objetos encontrados nas escavações paleontropologia, que ocorreram principalmente a partir do final do século XIX, estendendo-se por todo o século XX e freqüentemente apresentando novas descobertas.

Mas por que essa pesquisas não teriam começado antes? Porque foi necessário que os pesquisadores estivessem convencidos de que os seres humanos tiveram ancestrais biológicos, e isso só foi possível depois da assimilação do grande abalo no conhecimento científico causado pela publicação do livro de Charles Darwin, chamado A evolução das espécies, em 1859.

Contudo, longe de qualquer neutralidade da ciência, a ordenação darwinista dos seres vivos dentro de uma escala evolutiva que ia do mais simples ao mais complexo serviu, para muitos, de referencial para a concepção da história em etapas, eurocêntrica. Além disso, a idéia de progresso, de evolução - que levaria à passagem do estágio de selvageria para o de civilização - era reforçada e "glorificada" pelo processo industrial que ocorria na Europa nessa época, sob a liderança de algumas potências européias.

Os conhecimentos que temos da pré-história são derivados, portanto, de fragmentos obtidos em escavações, que originam estudos e teorias confirmados ou negados por discussões e descobertas posteriores. Como todo conhecimento científico, o que sabemos é válido enquanto não for refutado por novas descobertas, estudos ou teorias.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Pré-História (Eurocentrismo e Progresso)

EUROCENTRISMO E PROGRESSO


A idéia de pré-história está ligada também ao pensamento eurocêntrico, que contempla a noção de progresso histórico, ou seja, a humanidade evoluiria de estágios menos aperfeiçoados para situações melhores, conforme passa o tempo e se sucedem as civilizações. É como se existisse um roteiro, uma trajetória que deveria ser obrigatoriamente cumprida por todos os povos e sociedades, por toda a humanidade.

Assim, a pré-história corresponderia a um período em que a humanidade estaria ensaiando seus passos, em que ainda não se organizava em civilizações e engatinhava no domínio de tecnologias essenciais, como o uso do fogo, dos metais, etc.

Ora, assumir que a história começa com a invenção da escrita, mais ou menos 4000 anos antes de Cristo, leva a acreditar, dentro da perspectiva evolucionista, que a parte da humanidade que elaborou sistemas de escrita já "desenvolveu", enquanto os grupos cujo desenvolvimento tecnológico corresponderia ainda aos padrões da Idade da Pedra estariam "atrasados".

Essa idéia permitir às nações européias considerarem-se superioras às outras sociedades humanas e serviu para justificar a conquista de povos, nações, reinos e até continentes inteiros. Geralmente acompanhada de violência, exploração, escravidão, essa prática foi, ainda muitas vezes apresentada como um "favor" aos submetidos e uma "missão" dos conquistadores, já que serviria para "melhorá-los", para "civilizá-los". Essa noção evolucionista construiu, também, uma base falsamente científica para a prática do racismo
.



Características dos Seres Vivos

OS SERES VIVOS TÊM ORGANIZAÇÃO CELULAR

Células: unidades da vida

Células são pequenos compartimentos vivos, em geral microscópicos e normalmente constituídos de membrana, citoplasma e núcleo. Consideradas a unidade da vida, as células são as menores partes de um ser vivo nas quais se reconhecem as características da vida.

Todos os organismos, exceto os vírus , apresentam organização celular. Podem ser unicelulares, consistindo de uma única célula, como uma ameba ou uma bactéria, ou pluricelulares, como nós, que somos feitos de muitas células trabalhando em conjunto.

Outra característica importante das células é sua capacidade de dividir-se; em outras palavras, uma célula pode originar outras duas. Esse processo chama-se divisão celular.

Quando estudaram as células os biólogos perceberam que existem dois padrões celulares: a célula procariótica e a célula eucariótica. A célula procariótica é muito mais simples do que as eucarióticas e existe apenas nas bactérias e nas algas azuis.

Tais indivíduos são denominados procariontes, enquanto todos os demais que apresentam células eucarióticas são chamados eucariontes.

Os eucariontes (eu = verdadeiro, genuíno + cario = núcleo) apresentam um núcleo diferenciado; os procariontes (pro = que vem antes + cario = núcleo), um núcleo primitivo.

Uma célula procariótica típica tem sempre uma membrana plasmática, que permite a entrada e a saída de substâncias, ou seja, as trocas entre a célula e o meio, e um citoplasma simples, composto de um material gelatinoso, o hisloplasma, no qual estão mergulhados os ribossomos, cuja função é produzir proteínas, constituintes básicos da matéria viva. Solto no citoplasma, não envolvido por membrana alguma, existe ainda um filamento de material genéticos, a cromatina. Assim, a característica principal da célula procariótica, é não ter núcleo definido.


OS SERES SE DESENVOLVEM

Todos os organismos passam por diversos estágios, que vão desde seu nascimento até sua morte. Fomos todos um dia uma célula única, a célula-ovo, proveniente da união de um espermatozóide e de um óvulo. O ovo logo se transformou numa massa multicelular, que aos poucos se diferenciou, aparecendo os diversos órgãos. Após nosso nascimento, passamos pelos estágios da infância, da adolescência e da idade adulta. De forma inevitável, pelo menos por enquanto, envelhecemos e finalmente morremos. Chamamos desenvolvimento aos estágios pelos quais um organismo passa durante a vida.


OS SERES VIVOS CRESCEM
O crescimento é outra característica importante dos seres vivos.
Considere um nenê, que pese, ao nascer, 3,5 kg. Nos primeiros meses, ele aumenta rapidamente de massa, podendo chegar em pouco tempo a 6 ou 7 kg.

De que forma foiproduzida essa massa suplemento de corpo? É claro que foi através do alimento que a criança ingeriu, principalmente o leite, materno ou de vaca. A criança conseguiu transformar o leite em músculo, sangue, osso, cérebro etc.! É espantoso imaginar que o leite, em última análise, tenha "virado" matéria viva e produzindo o "corpo da criança".


OS SERES VIVOS TÊM METABOLISMO

No interior das células vivas ocorre uma série de transformações químicas, que em conjunto são chamadas de metabolismo. Essa transformações permitem, por exemplo, que o alimento seja convertido em mais material vivo, como vimos no item anterior: que a célula obtenha a energia necessária para crescer, dividir-se e movimentar-se; e que o material genético seja capaz de controlar tudo o que acontece. Quando as reações do metabolismo param, o organismo morre.

A figura a seguir mostra, de forma simplificada, alguns eventos dos metabolismos energético e de construção. Parte dos nutrientes contidos no alimento é usada como material de construção para produzir mais matéria viva. A outra parte seve de combustível na respiraçãoi celular, em que ocorrem "queimas" que liberam energia. Essa energia é utilizada para todas as atividades biológicas, como a condução do impulso nervoso, o movimento, o transporte através da membrana etc.





terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Que é Literatura?

Sendo a literatura uma forma de linguagem, ela não só é capaz de transmitir o que se pensa e o que sente o homem de diferentes épocas, como também de interagir com o homem contemporâneo, levando-o a refletir sobre seu próprio tempo e a transformá-lo.

Conceitos e funções da literatura
Cada tipo de arte faz uso de certos materiais. A pintura trabalha com tinta, cores e formas; a música utiliza os sons; a dança, os movimentos; a arquitetura e a escultura fazem uso de formas e volumes. E a literatura, que material utiliza? De uma forma simplificada, pode se dizer que literatura é a arte da palavra. Carlos Drummons de Andrade diz, em um de seus poemas:

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.


Como qualquer arte, a literatura exige, da parte do escritor, técnicas, conhecimentos, sensibilidade e paciência. Esse trabalho às vezes se assemelha a uma luta, às vezes, a um vício:

Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
[...]
Palavra, palavra
(digo exasperado),
se me desafias,
aceito o combate.

(Carlos Drummond de Andrade)


Literatura e Comunicação

Sendo a literatura a arte da palavra e a palavra a unidade básica da língua, podemos dizer que a literatura, assim como a língua que ela utiliza, é um instrumento de comunicação e de interação social e, por isso, cumpre também o papel social de transmitir os conhecimentos e a cultura de uma comunidade.

Apesar de estar vinculada a uma língua, que lhe serve de suporte, a literatura não está presa a ela; pelo contrário, a literatura faz uso livre da língua, chegando às vezes até subverter algumas de suas regras e o sentido comum de algumas palavras.

A literatura e plurissignificação

O poeta moderno Ezra Pound define literatura deste modo: "Literatura é linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente linguagem carregada de significado até o máximo grau possível".
Observe os sentidos que envolvem a palavra flor nestes versos de Carlos Drummond de Andrade:

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.

Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
('A flor e a náusea'. In; Reunião 10ª ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1980. p. 78-9)

Os versos de Drummond, se lidos em seu sentido puramente denotativo, seriam ilógicos e perderiam muito de seu significado.
A palavra flor, empregada conotativamente, é responsável pela multiplicidade de sentidos do texto. O que ela representa? Como uma flor furar o asfalto? Por que, segundo o texto, ela 'ilude a polícia"? Sabendo-se que o poema foi publicado em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial e durante a ditadura de Vargas no Brasil, seria um elemento que transgride a ordem estabelecida? Seria flor a metáfora da própria poesia, a poesia de resistência política, ou a metáfora de uma revolução?
Esses versos de Drummond são um claro exemplo de como a literatura, mesmo tratando da realidade, faz uso de uma linguagem plurissignificativa.


Literatura e Sociedade


Como todo tipo de arte, a literatura está vinculada à sociedade em que se origina. Não há artistas completamente indiferentes à realidade, pois, de alguma forma, todos participam dos problemas vividos pela sociedade, apesar das diferenças de interesse e de classe social.