sábado, 16 de janeiro de 2010

Eletromagnetismo - 1.1 - Eletrização de Corpos

Eletrização de Corpos


A única modificação que um átomo pode sofrer sem que haja reações de alta liberação e/ou absorção de energia é a perda ou ganho de elétrons.

Por isso, um corpo é chamado neutro se ele tiver número igual de prótons e de elétrons, fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja nula.

Pela mesma analogia podemos definir corpos eletrizados positivamente e negativamente.
Um corpo eletrizado negativamente tem maior número de elétrons do que de prótons, fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja negativa.

Um corpo eletrizado positivamente tem maior número de prótons do que de elétrons, fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja positiva.

Fique atento:
É comum haver confusão sobre corpos positivamente carregados, principalmente, já que é plausível de se pensar que para que o corpo tenha carga elétrica positiva ele deva receber carga elétrica positiva, ou seja, ganhar prótons.
Quando na verdade um corpo está positivamente carregado se ele perder elétrons, ficando com menos carga elétrica negativa.
Para que durante os cálculos você não se confunda, lembre que a física vista a nível de ensino médio estuda apenas reações elementares e cotidianas, como o movimento de elétrons. As reações onde as partículas intranucleares (nêutrons e prótons) podem ser modificadas são estudadas na parte da ciência conhecida como Física Nuclear.

Eletrizar um corpo significa basicamente tornar diferente o número de prótons e de elétrons (adicionando ou reduzindo o número de elétrons).

Podemos definir a carga elétrica de um corpo (Q) pela relação:

Onde:

Q= Carga elétrica, medida em coulomb no SI

n= quantidade de cargas elementares, que é uma grandeza adimensional e têm sempre valor inteiro (n=1, 2, 3, 4 ...)

e= carga elétrica elementar



A eletrostática é basicamente descrita por dois princípios, o da atração e repulsão de cargas conforme seu sinal (sinais iguais se repelem e sinais contrários se atraem) e a conservação de cargas elétricas, a qual assegura que em um sistema isolado, a soma de todas as cargas existentes será sempre constante, ou seja, não há perdas.



Eletromagnetismo 1 - Eletrostática

Eletrostática

Cargas Elétricas

Toda a matéria que conhecemos é formada por moléculas. Esta, por sua vez, é formada de átomos, que são compostos por três tipos de partículas elementares: prótons, nêutrons e elétrons.
Os átomos são formados por um núcleo, onde ficam os prótons e nêutrons e uma eletrosfera, onde os elétrons permanecem, em órbita.
Os prótons e nêutrons têm massa praticamente igual, mas os elétrons têm massa milhares de vezes menor. Sendo m a massa dos prótons, podemos representar a massa dos elétrons como:



Ou seja, a massa dos elétrons é aproximadamente 2 mil vezes menor que a massa dos prótons.
Podemos representar um átomo, embora fora de escala, por:



Se pudéssemos separar os prótons, nêutrons e elétrons de um átomo, e lançá-los em direção à um imã, os prótons seriam desviados para uma direção, os elétrons a uma direção oposta a do desvio dos prótons e os nêutrons não seriam afetados.

Esta propriedade de cada uma das partículas é chamada carga elétrica. Os prótons são partículas com cargas positivas, os elétrons tem carga negativa e os nêutrons tem carga neutra.

Um prótons e um elétrons têm valores absolutos iguais embora tenham sinais opostos. O valor da carga de um próton ou um elétrons é chamado carga elétrica elementar e simbolizado por e.
A unidade de medida adotada internacionalmente para a medida de cargas elétricas é o coulomb (C).

A carga elétrica elementar é a menor quantidade de carga encontrada na natureza, comparando-se este valor com coulomb, têm-se a relação:

A unidade coulomb é definida partindo-se do conhecimento de densidades de corrente elétrica, medida em ampère (A), já que suas unidades são interdependentes.

Um coulomb é definido como a quantidade de carga elétrica que atravessa em um segundo, a secção transversal de um condutor percorrido por uma corrente igual a 1 ampère.


Funções da Linguagem 3 - Função Emotiva

Função Emotiva ou Expressiva


Ocorre quando o locutor (ou emissor) é posto em destaque. Veja um exemplo:





Observe que esse poema está centrado na expressão dos sentimentos, emoções e opiniões do locutor. É um texto subjetivo pessoal. O destaque dado ao locutor é reforçado pela presença de verbos e pronomes na primeira pessoa: "Às vezes me pinto nuvem". É comum também nesse tipo de função a presença de interjeições e, na pontuação, reticências e pontos de exclamação.

Os textos líricos que expressam o estado de alma do locutor exemplificam a função emotivada linguagem.

Funçôes da Linguagem 2

Para a maior parte dos falantes, o uso da linguagem se dá de modo automático. Por isso, raramente se percebe que o modo como se organiza a linguagem está diretamente ligado à função que se deseja dar a ela, isto é, à intenção do locutor.

A linguagem desempenha função, de acordo com a ênfase que se queira dar a cada um dos componentes do ato de comunicação. Desse modo, assim como são seis os componentes do ato de comunicação, seis são as funções que a linguagem pode assumir: emotiva, conativa, referencial, metalinguistica, fática e poética.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Antiguidade Oriental 1 - A Civilização Egípcia

A CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA

Instalada no extremo nordeste da África, em região desértica, a civilização egípcia floresceu às margens do rio Nilo, beneficiando-se de seu regime de cheias. As abundantes chuvas que caem durante certos meses do ano na nascente do rio, ao sul provocam transbordamento de suas águas e o conseqüente depósito do húmus fertilizante em suas estreitas margens. Ao final do período de cheias, o rio volta ao seu leito normal e as margens, naturalmente fertilizadas, tornam possível uma rica agricultura.

Contudo, diante do aumento populacional que aconteceu durante a época neolítica, faziam-se necessárias obras hidráulicas, como a construção de diques e canais, para cultivo agrícola. Estudos e pesquisas arqueológicas e históricas apuraram que a organização do trabalho às margens do Nilo, a construção de diques e outras obras hidráulicas couberam, inicialmente, às coletividades locais e regionais conhecidas como nomos e, mais tarde, foram articuladas a uma estrutura governamental central mais complexa.

Ao longo da história egípcia, a organização política-social estruturou-se em torno da terra e dos canais de irrigação, tendo o Estado despótico o controle de toda a estrutura econômica, social e administrativa. Por meio de suas instituições burocráticas, militares, culturais e religiosa, o Estado subordinava toda a população e garantia das obras de irrigação.

O quadro descrito caracteriza o chamado modo de produção asiático, modelo encontrado também na Mesopotâmia e baseado sobretudo no regime da servidão coletiva, em que os indivíduos exploram a terra como membros das comunidades locais e servem ao Estado, o maior proprietário das terras, por meio de tributos e trabalho.

No período Neolítico surgiram ao longo do rio Nilo, como já destacamos, os nomos, comunidades agrícolas chefiadas por um nomarca. O crescimento da população, as disputas regionais e a expansão das atividades agrícolas, graças às obras de irrigação e drenagem, contribuíram para a fusão dos nomos e a formação de cidades. Por volta de 3500 a.C. haviam-se formado dois reinos: o do Alto Egito, ao sul e o do Baixo Egito, ao norte, na região do delta do Nilo.

Em 3.200 a.C., Menês (outros preferem o nome Narmer ou Men ou ainda Meni), governante do Alto Egito, impôs a unificação dos dois reinos, subordinando 42 nomos e tornando-se o primeiro faraó. Dessa forma, os nomarcas transformaram-se em funcionários, representantes do poder central, administrando aldeias e cidades, arrecadando impostos e fazendo cumprir as decisões do faraó.

A unificação determinou o início do período dinástico egípcia. O faraó passou a concentrar todos os poderes em suas mãos, sendo cada vez mais considerado um deus vivo. Boa parte das terras passou a ser controlada por ele, a quem a população deveria pagar tributos e servir, por meio de trabalho compulsório. A personificação do Estado na figura do faraó e a sua identificação com um deus permitem-nos, portanto, falar em sua monarquia teocrática no Egito Antigo.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Introdução a Química 2

A Importância da Química

Podemos dizer que tudo à nossa volta é química, pois todos os materiais que nos cercam passaram ou passam por algum tipo de transformação. Vejamos alguns exemplos.
  • Na limpeza de casa, usamos diversas substâncias, como detergentes, alvejantes, desinfetantes. Em nossa higiene pessoal, usamos sabonete, xampu, creme dental, além da água, que passa por vários tratamentos químicos antes de chegar às nossas casas.
  • A maioria das roupas que usamos apresenta fios artificiais (náilon, poliester) misturados a fibras naturais (algodão, lã).

  • Nossos alimentos naturais (frutas, verduras etc.) precisam de fertilizantes e pesticidas para sua produção.
  • A maioria dos meios de transporte tem como combustível a gasolina, o querosene erc., que são extraídos do petróleo, e este é o resultado de uma transformação natural que levou milhões de anos.


  • A expectativa de vida do homem aumentou muito graças ao desenvolvimento da indústria farmacêutica (analgésicos, antibióticos, antiinflamatórios etc.) e da Medicina.

  • São muitos os produtos industrializados cuja obtenção depende de transformações químicas: plásticos, vidros, tintas, cimento, papel, fotografia etc.

  • O próprio corpo humano é formado por inúmeras substâncias em constante transformação, que possibilitam a movimentação, os sentidos (visão, audição, olfato, tato, gosto), a digestão, a respiração e o nosso pensamento.

Pelos exemplos acima, percebemos que a Química proporcionou progresso, desenvolvimento e bem-estar para a nossa vida. Contudo, é comum ouvirmos comentários que depreciam essa ciência, relacionando-a a desastres ecológicos (derramamento de petróleo nos mares), poluição (fumaça das chaminés) e envenamento (agrotóxicos).


Esses fatos, infelizmente, encobrem as importantes conquistas do homem pelo conhecimento químico. Na verdade, o problema não está a Química, mas no seu uso - ela, em si, não é boa nem má. Ainda são muitos aqueles que, movidos por interesses pessoais ou de grupos, utilizam-na para conquistar ou manter privilégios.

Mudar essa situação não é papel apenas do químico, mas de toda a sociedade, que deve ser crítica e participava, exigindo que o conhecimento promova uma qualidade de vida cada vez melhor e que permita uma coexistência harmoniosa entre o homem e o meio ambiente.

    Introdução a Química

    A ciência, como um conjunto organizado de conhecimentos, apresenta-se dividida em várias disciplinas, dentre elas a Química, que estuda a natureza da matéria, suas propriedades, suas transformações e a energia envolvida desses processos.
    O termo química tem origem no latim, chimica, palavra que deriva de alchimia, modificação da expressão árabe al Kêmiya, cujo significado é "grande arte dos filósofos herméticos e sábios da Idade Média".
    Apesar de se ter conhecimento de de manifestações químicas muito antes da Idade Média (por exemplo, o preparo da liga metálica bronze e do vidro pelos egípcios cerca de 3000 a.C.), foram os alquimistas (de 300 a 1400) que contribuíram de forma acentuada para o desenvolvimento do que constituiria a ciência Química.
    Na busca, sem sucesso, da pedra filosofal (que teria o poder de transformar qualquer metal em ouro) e do elixir da longa vida (que daria a imortalidade), os alquimistas introduziram e aperfeiçoaram técnicas de metalurgia, sintetizaram várias substâncias, isolaram outras, além de terem registrado um grande número de experimentos e suas observações.

    Um capítulo importante no período alquímico é o surgimento da Iatroquímica, ou Química medicinal, cujo desenvolvimento se deve ao alquimista e médico suiço Theophrastus Bombastus von Hohenheim (1493-1541), mais conhecido por Paracelsus, pioneiro na utilização de produtos químicos puros para tratar doenças, em vez de usar misturas com composição indeterminada.

    A partir do século XVII, a ciência se transforma, tornando-se mais experimental e menos filosófica: multiplicam-se as observações e as experiências; os fenômenos são classificados; procuram-se vínculo entre esses fenômenos e são elaboradas hipóteses explicativas. Surge então a necessidade de um aprofundamento das relações matemáticas, de novos experimentos com aparelhagens mais precisas, de troca de informações e uma maior organização.

    Dentre os cientistas com essa nova proposta, destacam-se o inglês Robert Boyle (1627-1691) - com seus estudos sobre o comportamento dos gases, a distinção entre mistura e "combinação" - e o francês Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) - com a publicação, em Março de 1789, de seu Traité elementaire de Chimie (Tratado elementar de Química), ele estabelece um marco no surgimento da Química moderna; esse tratado é um resumo do seu trabalho, no qual podemos destacar o Princípio da Conservação da Massa, a descoberta do elemento oxigênio e sua participação nas reações de combustão, a primeira análise quantitativa da composição da água, estudos sobre fermentação e respiração. Por seu trabalho, Lavoisier é considerado o "pai da Química".

    A partir de então, começou a surgir, no século XIX, um grande número de trabalhos importantes, como a aplicação da Química à Biologia, feita pelo químico e bacterologista francês Louis Pasteur (1822-1895), e, no século XX, as descobertas sobre a estrutura do átomo, envolvendo vários cientistas.