sábado, 14 de março de 2009

A Conjunção

Duas ou mais palavras empregadas com valor de conjunção constituem uma locução conjuntiva: já que, visto que, se bem que, a fim de que. Veja:

Classificação das conjunções

Leia o folheto e o anúncio seguintes:



Observe a estrutura sintática destas orações do folheto:



Observe que nessa frase o anunciante pede ao leitor duas coisas: Assine revistas com a qualidade Abril e só pague depois. Essas duas orações têm valor equivalente e são independentes uma da outra, isto é, cada uma indica uma atitude que o anunciante gostaria que seu leitor tomasse. A conjunção que relaciona orações independentes recebe o nome de conjunção coordenativa.


Note que a 2ª oração está ligada ao verbo imaginar, da 1ª oração, informando aquilo que a Credicard nunca imaginou.

As duas orações, portanto, mantêm entre si uma relação de dependência, uma vez que uma completa a outra. A conjunção que relaciona orações de modo que uma seja dependente da outra é chamada de conjunção subordinativa.

Assim:

As conjunções coordenativas ligam palavras ou orações de mesmo valor ou função.
As conjunções subordinativas inserem uma oração na outra, estabelecendo entre elas relação de dependência.

Barroco: a arte da indisciplina

O Barroco - a arte do século XVII - registra um momento de crise espiritual na cultura ocidental. O homem desse período dividi-se entre duas mentalidades, entre duas formas de ver o mundo: de um lado o paganismo e o sensualismo do Renascimento, em declínio; de outro a forte onda de religiosidade que faz lembrar o teocentrismo medieval.

Ano de 1517: a Reforma divide a Igreja entre católicos e protestantes; 1540: é fundada a Companhia de Jesus, ordem religiosa que envia missionários a vários continentes; 1563: a Igreja dá início ao movimento da Contra-Reforma, tentando impedir a expansão protestante.
Como se nota por esses eventos de século XVI, o Renascimento europeu desenvolve-se em meio a crises religiosas e movimentos de restauração da fé cristã. A presença religiosa na vida cotidiana e na vida cultural européia, contudo, é sentida de modo mais contundente na passagem do século para o século XVII, momento em que surge o Barroco.
Assim, a arte barroca, que vigora durante todo o século XVII e chega às primeiras décadas do século XVIII, registra o espírito contraditório de uma época que se divide entre as influências do Renascimento - o materialismo, o paganismo e o sensualismo - e da onda de religiosidade trazida sobretudo pela Contra-Reforma.
Como resultado dessas influências, a arte barroca é a expressão das contradições e do conflito espiritual do homem da época. Certos princípios artísticos do Renascimento, como equilíbrio, harmonia e racionalismo, foram então abandonados, o que levou o Barroco a ser visto, durante longo tempo, como uma arte indisciplinada.