quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Pré-História (Paleontropologia e Pré-História)

PALEONTROPOLOGIA E PRÉ-HISTÓRIA

O que sabemos sobre a pré-história devemos aos fósseis e objetos encontrados nas escavações paleontropologia, que ocorreram principalmente a partir do final do século XIX, estendendo-se por todo o século XX e freqüentemente apresentando novas descobertas.

Mas por que essa pesquisas não teriam começado antes? Porque foi necessário que os pesquisadores estivessem convencidos de que os seres humanos tiveram ancestrais biológicos, e isso só foi possível depois da assimilação do grande abalo no conhecimento científico causado pela publicação do livro de Charles Darwin, chamado A evolução das espécies, em 1859.

Contudo, longe de qualquer neutralidade da ciência, a ordenação darwinista dos seres vivos dentro de uma escala evolutiva que ia do mais simples ao mais complexo serviu, para muitos, de referencial para a concepção da história em etapas, eurocêntrica. Além disso, a idéia de progresso, de evolução - que levaria à passagem do estágio de selvageria para o de civilização - era reforçada e "glorificada" pelo processo industrial que ocorria na Europa nessa época, sob a liderança de algumas potências européias.

Os conhecimentos que temos da pré-história são derivados, portanto, de fragmentos obtidos em escavações, que originam estudos e teorias confirmados ou negados por discussões e descobertas posteriores. Como todo conhecimento científico, o que sabemos é válido enquanto não for refutado por novas descobertas, estudos ou teorias.


A Pré-História (Inferior x Superior?)

INFERIOR X SUPERIOR?

Considera-se que não é possível comparar duas culturas diferentes para tentar estabelecer a superioridade de uma em relação à outra, pois nosso julgamento estaria limitado pelos nossos valores. Assim, os homens brancos podem achar que os indígenas são inferiores porque não dominam as tecnologias das armas de fogo, dos veículos, da eletricidade, etc., mas os indígenas também podem considerar os brancos inferiores porque vivem atormentados pelo desejo de lucro e de acúmulo de riquezas, por exemplo, e não podem descansar ou viver tranqüilamente. Tudo depende do ponto de vista...

Assim, nosso grande cuidado ao estudar a pré-história dever ser manter a capacidade de perceber as coisas de um ponto de vista não-evolutivo, no sentido visto no item anterior, e aberto à compreensão sem preconceitos da diferença que nos separa do homem "pré-histórico".

Características dos Seres Vivos 2

OS SERES VIVOS SE MOVIMENTAM E RESPONDEM A ESTÍMULOS

Luz, temperatura, pressão, aromas e sabores são alguns dos estímulos que os animais percebem através dos órgãos dos sentidos, e aos quais repondem das maneiras o mais variadas possível.

Os vegetais também respondem aos estímulos do ambiente, embora de um jeito menos evidente. O caule das plantas cresce em direção à luz. Já suas raízes se enterram no solo em busca de água. Plantas carnívoras, quando estimuladas pelo inseto que nelas pousa, fecham suas folhas, aprisionando-o.


OS SERES VIVOS SE REPRODUZEM

O DNA é a marca da espécie

Os organismos vivos sabem fabricar, com muita competência, "miniaturas" de si próprios: é através da reprodução que as espécies animais e vegetais mantêm-se ao longo das gerações, conservando suas características fundamentais.

De que jeito as "informações próprias de cada espécie" são conservadas, de geração? Isso tem a ver com o material genético presente no núcleo das células, a cromatina, que é constutuída, principalmente, por uma substância chamada DNA, ou ácido desoxirribonucléico. O DNA existe em praticamente todos os seres vivos, e contém a programação genética da espécie, ou seja, todas as informações relativas às característica da espécie dauqele tipo de ser vivo. Uma importante propriedade do DNA: antes de uma reprodução celular, ele é capaz de duplicar-se. Em seguida, porções idênticas de DNA são distribuídas para as duas células-filhas resultantes, que terão, assim, as mesmas capacidades.

Fica fácil de entender agora o mecanismo que mantém as características da espécie. Cada espécie tem DNA de um certo tipo, que contém as informações daquela espécie. O DNA de cães é diferente do DNA de um pássaro. Quando os cães se reproduzem, transmitem a seus filhos DNA da espécie "cão", e isso assegura que o descendente se desenvolva como um novo cãozinho.

Os dois tipos de reprodução

A reprodução pode ser sexuada ou assexuada. Na reprodução sexuada, são fabricadas células especiais, chamadas gametas, que são, nos animais, os espermatozóides e os óvulos. A união de óvulo e espermatozóide, chamada fecundação, resulta numa célula-ovo, que passa pelas várias fases do desenvolvimento.
Na reprodução assexuada, como a que existe em muitos unicelulares, não há reprodução de gametas. A foto abaixo mostra um unicelular, o paramécio, reproduzindo-se assexuadamente: a única célula do paramécio divide-se em duas, formando dois paramécios idênticos.


Fonologia 1 (Sons e Letras)

Sons e Letras

O Que é Fonologia?

Fonologia é a parte da gramática que estuda os sons da língua quanto à sua função no sistema de comunicação lingüística, quanto à sua organização. Também cuida dos aspectos relacionados à divisão silábica, à ortografia e à acentuação das palavras, bem como indica a forma adequada de pronunciar certas palavras, de acordo com o padrão culto da língua.

Conceituando:

A unidade básica da comunicação é a palavra. A palavra pode ser dividida em unidades menores, como as sílabas e os sons.
Ao pronunciarmos a palavra você, por exemplo, notamos que produzimos quatro sons: “vê”, “o”, “cê”, “e”. As unidades sonoras que constituem uma palavra, ao serem pronunciadas, são chamadas de fonemas. Tradicionalmente, os fonemas são simbolizados entre barras inclinadas. Desse modo, a palavra você, quando falada, apresenta os seguintes fonemas: /v/, /o/, /s/, /e/.

Assim:
Fonema é a menor unidade sonora de uma palavra.


Leia agora esta tira, observando os grupos de palavras mar e bar, marulho e barulho.


Você deve ter observado que as palavras mar e bar são constituídas de três fonemas e que marulho e barulho são constituídas de seis fonemas. Entretanto, há uma diferença de significado entre elas, determinada pela oposição dos fonemas iniciais /m/ e /b/.
Assim, podemos concluir que o fonema exerce duas funções:
1. sozinho ou ao lado de outros fonemas, constitui palavras;
2.distingue uma palavra da outra.

Observe no balão do último quadrinho dessa tira, que o cartunista extrai humor ao representar, na escrita, os fonemas ditos de forma embolada por uma pessoa embriagada.

Quando queremos representar na escrita os sons da fala, utilizamos as letras. Observe a correspondência entre fonemas e letras nestas palavras:

/komesu/ - começo
/esitãti/ - excitante

Portanto:
Letra é a representação gráfica dos fonemas da fala.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Funções da Linguagem 1

Leia esta tira de Quino:



Entre Mafalda e sua mãe, verifica-se um ato de comunicação. Todo ato de comunicação envolve sempre seis componentes essenciais. Veja quais são eles, a partir do 2º quadrinho da tira acima:

  1. o locutor (ou emissor): Mafalda - é aquele que diz algo a alguém.
  2. o interlocutor (ou receptor): a mãe de Mafalda - é aquele com quem o locutor se comunica.
  3. a mensagem: o texto ("Astuta!") - é tudo o que é transmitido do locutor ao interlocutor.
  4. o código: a língua portuguesa - é a convenção social que permite ao interlocutor compreender a mensagem.
  5. o canal (ou contato): a língua oral (som e ar) - é o meio físico que conduz a mensagem ao receptor.
  6. o referente (ou contexto): Mafalda imagina estar falando um palavrão - é o assunto da mensagem.

Todos esses elementos, indispensáveis à comunicação verbal, podem ser assim esquematizados:

A tira é um exemplo claro de interação verbal entre duas pessoas, pois se comunica com a outra, tentando modificar seu comportamento. Observe que Mafalda, ao pronunciar a palavra astuta, esperava uma reação negativa da mãe, pois, pelo som, imaginava que se tratasse de um palavrão. Como a mãe regiu com indiferença, a menina deduziu qua a palavra tinha um sentido comum.
Essa situação demonstra claramente que, quando utilizamos a linguagem, sempre o fazemos com determinada intenção. No 2º quadrinho da tira, por exemplo, Mafalda tinha a intenção de confirmar o sentido de uma palavra da língua. No caso, ela pôs em destaque o códigom isto é, a própria língua que utilizava para se comunicar.
Assim, os enunciados produzidos em situações de comunicação apresentam uma intencionalidade, que está relacionada à situação: quem é o que comunica, para quem e com que finalidade. Dependendo da intenção do locutor e da ênfase que ele dá aos componentes dos atos de comunicação, alinguagem pode assumir diferentes funções. Por isso, assim como são seis os componentes do ato de comunicação, são também seis as funções da linguagem.


Linguagem e Interação Social I - Comunicação e Linguagem

A literatura é um dos meios utilizados pelo ser humano para se comunicar e interagir com os outros. Por isso, antes de iniciar os estudos específicos de literatura, convém conhecer alguns conceitos essenciais relacionados à linguagem e à comunicação humana.

O cartum de Quino retrata uma situação de comunicação, pois nele as pessoas interagem pela linguagem, de modo que um modifica o comportamento do(s) outro(s). Vimos, nesse cartum, que a mensagem emitida pelo locutor foi plenamente captada pelos inter­locutores, embora essa mensagem não coincida com o pensamento verdadeiro do locu­tor. Assim:

Mensagem
é o que uma pessoa transmite a outra na forma de linguagem.
A comunicação ocorre quando, ao emitirmos uma mensagem, nos fazemos compreender por uma pessoa e modificamos seu comportamento.

Na comunicação entre as pessoas da tira, elas falam, se movimentam, gesticulam. Em outras palavras, utilizam linguagem.

Linguagem
é a representação do pensamento por meio de sinais que permitem a comunicação e a interação entre as pessoas.

O ser humano utiliza diferentes tipos de linguagem, como a da música, da dança, da mímica, da pintura, da fotografia, da escultura, etc. As várias linguagens podem ser organizadas em dois grupos: a linguagem verbal, modelo de todas as outras, e as lin­guagens não verbais. A linguagem verbal é aquela que tem por unidade a palavra; as linguagens não verbais têm outros tipos de unidade, como o gesto, o movimento, a ima­gem, etc. Há, ainda as linguagens mistas, como as histórias em quadrinhos, o cinema, o teatro e a tevê, que utilizam a imagem e a palavra.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Universo

O que é Universo?

Em noites sem lua, em locais pouco iluminados por casas, ruas e edifícios, podemos ver uma infinidade de pequenos pontos luminosos no céu: são as estrelas. Ao observar o céu, a olho nú, conseguimos ver uma parte mínima do que chamamos de Universo. Já na observação do céu feita com o auxílio de um telescópio, é possível perceber que o número de corpos celestes é muito maior e também pode-se ver detalhes das formas e da cor dos astros. A atmosfera da Terra, contudo, limita a atuação dos telescópios espaciais, como o telescópio Hubble, para as pesquisas astronômicas mais sofisticadas. Além destes instrumentos para o estudo do Universo, os cientistas contam com equipamentos de informática para cálculos, tratamento de dados e imagens recebidas dos telescópios, simulações, etc.

Esses recursos possibilitaram responder à questão - o que compõe o Universo?

O Universo é composto por aglomerados de galáxias, com nebulosas, estrelas, cometas, planetas e seus satélites e tudo o que neles existe - no caso do planeta Terra, por exemplo, plantas, animais, rochas, água, ar, etc.

Compare as duas fotos:

Observação do céu com ajuda de um telescópio.



Observação do céu a olho nú.





Adjetivo

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se "encaixa" diretamente ao lado de um substantivo.

Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos que além de expressar uma qualidade, ela pode ser "encaixada diretamente" ao lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa bondosa.

Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo, pois admite o artigo: a bondade.


Morfossintaxe do Adjetivo

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto adnominal ou como predicativo (dos sujeito ou do objeito).


Classificação do Adjetivo

Explicativo: exprime qualidade própria do ser.
Exemplo: neve fria.

Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser.
Exemplo: fruta madura.

Formação do Adjetivo

Quanto a formação o adjetivo pode ser:

Adjetivo Simples: Formado por um só radical. Ex.: brasileiro, escuro, magro, cômico.

Adjetivo Composto: Formado por mais de um radical. Ex.: luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário.

Adjetivo Primitivo: É aquele que dá origem a outros adjetivos. Ex.: belo, bom, feliz, puro.

Adjetivo Derivado: É aquele que deriva de outros substantivos ou verbos. Ex.: belíssimo, bondoso, magrelo.

Artigo

Artigo é a palavra que, vindo de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.

Classificação dos Artigos

Artigos Definidos:
Determinam os substantivos de maneira precisa:
o, a, os, as.
Ex: Eu matei o animal.

Artigos Indefinidos:
Determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas.
Ex: Eu matei um animal.

Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos definidos e indefinidos com preposições.

Preposições
a, as o, os, um, uns, uma, umas
a, ao, aos, à, às

de, do, dos, da, das, dum, duns, duma, dumas
em, no, nos, na, nas, num, nuns, numa, numas
por (per), pelo, pelos, pela, pelas