A ciência, como um conjunto organizado de conhecimentos, apresenta-se dividida em várias disciplinas, dentre elas a Química, que estuda a natureza da matéria, suas propriedades, suas transformações e a energia envolvida desses processos.
O termo química tem origem no latim, chimica, palavra que deriva de alchimia, modificação da expressão árabe al Kêmiya, cujo significado é "grande arte dos filósofos herméticos e sábios da Idade Média".
Apesar de se ter conhecimento de de manifestações químicas muito antes da Idade Média (por exemplo, o preparo da liga metálica bronze e do vidro pelos egípcios cerca de 3000 a.C.), foram os alquimistas (de 300 a 1400) que contribuíram de forma acentuada para o desenvolvimento do que constituiria a ciência Química.
Na busca, sem sucesso, da pedra filosofal (que teria o poder de transformar qualquer metal em ouro) e do elixir da longa vida (que daria a imortalidade), os alquimistas introduziram e aperfeiçoaram técnicas de metalurgia, sintetizaram várias substâncias, isolaram outras, além de terem registrado um grande número de experimentos e suas observações.
Um capítulo importante no período alquímico é o surgimento da Iatroquímica, ou Química medicinal, cujo desenvolvimento se deve ao alquimista e médico suiço Theophrastus Bombastus von Hohenheim (1493-1541), mais conhecido por Paracelsus, pioneiro na utilização de produtos químicos puros para tratar doenças, em vez de usar misturas com composição indeterminada.
A partir do século XVII, a ciência se transforma, tornando-se mais experimental e menos filosófica: multiplicam-se as observações e as experiências; os fenômenos são classificados; procuram-se vínculo entre esses fenômenos e são elaboradas hipóteses explicativas. Surge então a necessidade de um aprofundamento das relações matemáticas, de novos experimentos com aparelhagens mais precisas, de troca de informações e uma maior organização.

Dentre os cientistas com essa nova proposta, destacam-se o inglês Robert Boyle (1627-1691) - com seus estudos sobre o comportamento dos gases, a distinção entre mistura e "combinação" - e o francês Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) - com a publicação, em Março de 1789, de seu Traité elementaire de Chimie (Tratado elementar de Química), ele estabelece um marco no surgimento da Química moderna; esse tratado é um resumo do seu trabalho, no qual podemos destacar o Princípio da Conservação da Massa, a descoberta do elemento oxigênio e sua participação nas reações de combustão, a primeira análise quantitativa da composição da água, estudos sobre fermentação e respiração. Por seu trabalho, Lavoisier é considerado o "pai da Química".
A partir de então, começou a surgir, no século XIX, um grande número de trabalhos importantes, como a aplicação da Química à Biologia, feita pelo químico e bacterologista francês Louis Pasteur (1822-1895), e, no século XX, as descobertas sobre a estrutura do átomo, envolvendo vários cientistas.

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