Podemos dizer que tudo à nossa volta é química, pois todos os materiais que nos cercam passaram ou passam por algum tipo de transformação. Vejamos alguns exemplos.
- Na limpeza de casa, usamos diversas substâncias, como detergentes, alvejantes, desinfetantes. Em nossa higiene pessoal, usamos sabonete, xampu, creme dental, além da água, que passa por vários tratamentos químicos antes de chegar às nossas casas.
- A maioria das roupas que usamos apresenta fios artificiais (náilon, poliester) misturados a fibras naturais (algodão, lã).
- Nossos alimentos naturais (frutas, verduras etc.) precisam de fertilizantes e pesticidas para sua produção.
- A maioria dos meios de transporte tem como combustível a gasolina, o querosene erc., que são extraídos do petróleo, e este é o resultado de uma transformação natural que levou milhões de anos.
- A expectativa de vida do homem aumentou muito graças ao desenvolvimento da indústria farmacêutica (analgésicos, antibióticos, antiinflamatórios etc.) e da Medicina.

- São muitos os produtos industrializados cuja obtenção depende de transformações químicas: plásticos, vidros, tintas, cimento, papel, fotografia etc.

- O próprio corpo humano é formado por inúmeras substâncias em constante transformação, que possibilitam a movimentação, os sentidos (visão, audição, olfato, tato, gosto), a digestão, a respiração e o nosso pensamento.
Pelos exemplos acima, percebemos que a Química proporcionou progresso, desenvolvimento e bem-estar para a nossa vida. Contudo, é comum ouvirmos comentários que depreciam essa ciência, relacionando-a a desastres ecológicos (derramamento de petróleo nos mares), poluição (fumaça das chaminés) e envenamento (agrotóxicos).

Esses fatos, infelizmente, encobrem as importantes conquistas do homem pelo conhecimento químico. Na verdade, o problema não está a Química, mas no seu uso - ela, em si, não é boa nem má. Ainda são muitos aqueles que, movidos por interesses pessoais ou de grupos, utilizam-na para conquistar ou manter privilégios.
Mudar essa situação não é papel apenas do químico, mas de toda a sociedade, que deve ser crítica e participava, exigindo que o conhecimento promova uma qualidade de vida cada vez melhor e que permita uma coexistência harmoniosa entre o homem e o meio ambiente.
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